Carro da Rega da Câmara Municipal de Moura.

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Carro da Rega da Câmara Municipal de Moura.

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Carro da Rega da Câmara Municipal de Moura.

Detalhes do registo

Informação não tratada arquivisticamente.

Nível de descrição

Documento simples   Documento simples

Código de referência

PT/AMMRA/DD/000001

Tipo de título

Atribuído

Título

Carro da Rega da Câmara Municipal de Moura.

Datas de produção

1937  a  1937 

Dimensão e suporte

1 f. (530mm x 750mm) - papel

Âmbito e conteúdo

Nos anos trinta do século passado são elaborados em Moura uma série de projetos com vista ao embelezamento da vila, uns concretizados, outros abandonados ou nunca terminados. Data desta altura o projeto de remodelação do jardim da Praça Gago Coutinho, bem como o projeto de ampliação do jardim público. Também nesta década e na seguinte a Câmara procede ao calcetamento, com cubos de granito, das principais artérias da vila. É o caso da Rua de Serpa, cuja obra de calcetamento se efetuou em 1936. Ainda no mesmo ano é aprovado o projeto de calcetamento das ruas Dr. Miguel Bombarda, Conselheiro Augusto de Castro e da República. A par destas obras de calcetamento e com o intuito de regar as novas calçadas a Câmara decide solicitar às Oficinas Gerais da Câmara Municipal de Lisboa e à Fábrica de Material de Guerra, em sessão realizada a 12 de julho de 1934, informação sobre o custo dum carro de rega com quatro rodas, com regadores laterais e do tipo usado pela referida Câmara de Lisboa. A Câmara Municipal de Lisboa tinha uma longa tradição, que já vinha pelo menos do século XIX, no uso de carros de tração animal em diversos serviços municipais, como a limpeza e a rega das ruas, transporte de materiais para obras, ou mesmo o transporte de água para abastecimento de algumas zonas da cidade. Para tal desenvolveu um conjunto de oficinas, entre as quais a de construção de carros para equipar os seus serviços. Essas oficinas, concentradas a partir de 1914 no complexo de Alcântara, ficariam conhecidas por Oficinas Gerais da Câmara Municipal de Lisboa. Das Oficinas Gerais, então já designadas por Serviços Industriais da Câmara Municipal de Lisboa, chega então a informação que o carro de rega pretendido tem um custo de 10500 escudos. A Câmara, à época presidida pelo Dr. António Machado Acabado, demonstra interesse na aquisição e decide questionar a sua congénere de Lisboa sobre a possibilidade de o pagamento ser efetuado em prestações, bem como sobre o prazo de entrega do carro. Na mesma altura é solicitado o envio de um croqui do carro.A 9 de agosto a Câmara recebe o desenho do carro, o mesmo que agora colocamos em destaque. Com o desenho chega também a informação de que o prazo de entrega do carro seria de um mês, mas que o pagamento teria de ser efetuado no acto da entrega, pois apenas poderia ser feito em prestações com autorização do Sr. Presidente da Câmara M. de Lisboa.Três anos passaram sobre esta primeira abordagem quando, em junho de 1937, já sobre a presidência do Dr. Francisco Garcia e Garcia, a Câmara solicita novamente informação sobre o preço dos carros de rega construídos nas Oficinas da Câmara de Lisboa e é informada que os carros de rega tipo inglês, para parelha, com cubos de madeira têm um custo de 13000 escudos e com cubos de metal de 14200 escudos.Tratando-se de uma quantia avultada para as possibilidades económicas da Câmara, resolve a mesma oficiar a fábrica Vulcano e Colares, que fabricava também os referidos caros, no sentido de saber os preços e condições de fornecimento daquela empresa.A decisão de aquisição recairia no entanto sobre um carro construído pelas Oficinas Gerais da Câmara Municipal de Lisboa, para parelha, com cubos de metal e de cor clara igual aos usados por aquela Câmara. O carro chegaria em agosto de 1937, pelo caminho-de-ferro, tendo sido enviado com as rodas desmontadas de forma a facilitar o transporte.O carro da rega esteve ao serviço da Câmara Municipal de Moura entre 1937 e 1972, tendo estado posteriormente, e durante alguns anos em exposição no jardim Dr. Santiago. Âmbito e Conteúdo elaborado por Octávio Patrício(CMMRA), com recurso à consulta das seguintes fontes e publicações:- Atas das vereações, 1934 a 1937;- Correspondência recebida/expedida, 1934 a 1937. - Artigo: Oficinas e Armazéns Gerais da CML, in Blog Restos de Coleção, disponível na Internet em https://restosdecoleccao.blogspot.com/2012/09/oficinas-e-armazens-gerais-da-cml.html

Cota descritiva

CMMRA/D/A/023/076/Ui0006/cx202

Idioma e escrita

Português

Nº visualizações

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Data de publicação

28/06/2021 12:27:48