Águas Minero-Medicinais e Estabelecimento Termal de Moura.

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Águas Minero-Medicinais e Estabelecimento Termal de Moura.

Detalhes do registo

Informação não tratada arquivisticamente.

Nível de descrição

Subsecção   Subsecção

Código de referência

PT/MMRA/CMMRA/Q-E

Tipo de título

Atribuído

Título

Águas Minero-Medicinais e Estabelecimento Termal de Moura.

Datas de produção

1888-06-08  a  1999-11 

Dimensão e suporte

1 cx. - papel

Extensões

16 Maços
73 Folhas
1 Livro
2 Outros

Âmbito e conteúdo

Com a particularidade de nascerem dentro das muralhas do Castelo de Moura, a uma das cotas mais altas da localidade (182m.), as águas minero-medicinais de Moura são desde há muito tempo conhecidas pelas suas qualidades terapêuticas. A partir de meados do século XIX, foram publicados vários estudos que davam conta da composição química das águas do castelo de Moura, indicando-as para o tratamento de diversos males da bexiga e rins. Data de 1837 a primeira referência conhecida a um estabelecimento de banhos alimentado pelas nascentes do castelo de Moura. A água, que durante séculos abastecera a população da vila através dos fontenários da Santa Comba e Três Bicas, passaria a partir de 1899 a ser explorada como água minero-medicinal, fruto do contrato que a Câmara Municipal de Moura celebraria com Júlio Pereira e António de Assis Camillo. O contrato então celebrado cedia aos concessionários, pelo preço de 5 réis cada litro de água, o exclusivo da exportação das águas do Castelo de Moura. No contrato constava ainda a obrigatoriedade dos concessionários construírem um novo estabelecimento de banhos e um hotel em Moura. Em 1910 é assinado outro contrato de concessão por mais 27 anos, entre a Câmara e a firma de Assis & Companhia, mantendo no essencial as mesmas condições do contrato inicial. A exploração e engarrafamento da Água de Castelo manteve-se até ao ano de 1937 junto à Torre de Menagem, altura em que a empresa concessionária decidiu transferir a exploração para a zona dos Pisões, situada nas proximidades da localidade. A Câmara viu então reverter para a sua posse as oficinas de engarrafamento e o estabelecimento termal, situado à entrada do jardim público. Quanto às termas, seria a Câmara a explorar as mesmas durante várias décadas, ainda que de forma não muito consistente e com reduzidas valências. No que respeita à exportação das águas da Santa Comba e Três Bicas, foram feitas algumas tentativas de concessão das mesmas, mas sem sucesso. A presente subseção engloba documentação resultante do processo de exploração das águas minero-medicinais de Moura, nas suas duas vertentes: água de mesa e termal, englobando no essencial documentação relacionada com atribuição da exploração aos concessionários, bem como documentação resultante da exploração do estabelecimento termal pela Câmara Municipal de Moura.- Âmbito e conteúdo elaborado por Octávio Patrício (CMMRA)

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Data de publicação

26/06/2021 12:10:34