Cooperativa Rural de Moura

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Cooperativa Rural de Moura

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Reference code

PT/AMMRA/ACTRM-CRM

Title type

Formal

Production dates

1912  to  1917 

Dimension and support

17 livros - papel

Producer

Cooperativa Rural de Moura

Biography or history

De acordo com o artigo 2º dos estatutos da Associação de Classe dos Trabalhadores Rurais de Moura, deveria a Associação, logo que dispusesse do capital necessário, fundar uma cooperativa.A 21 de maio de 1911 foi estabelecida uma quota suplementar paga em duas prestações durante a época das ceifas, com a finalidade de se proceder ao aumento de capital da Associação, e assim se poder formar a Cooperativa de Consumo.A 3 de novembro de 1911, em Assembleia Geral, a Direção é autorizada a arrendar por 54000 réis um prédio na rua Longa, para instalação da Cooperativa de Consumo. No prédio então adquirido decorreriam igualmente as reuniões dos corpos sociais da Associação.A 16 de março de 1912, em reunião da Assembleia Geral, é lida e assinada a escritura de formação da Cooperativa Rural de Moura.Embora subordinada à Associação de Classe dos Trabalhadores Rurais, a Cooperativa Rural de Moura tinha órgãos sociais próprios - Direção e Conselho Fiscal. Todos os sócios da Associação de Classe teriam de subscrever uma ação, ficando dessa forma igualmente associados da Cooperativa Rural.A gestão da Cooperativa Rural não se revelaria uma tarefa fácil. As dificuldades económicas cedo surgiram e associadas a uma relação difícil entre as duas direções - Associação dos Trabalhadores Rurais e Cooperativa, levaram a que esta última instituição tivesse uma vida curta.Logo em Julho de 1914, o membro da direção Joaquim Bragadesto pede para ser convocada uma Assembleia Geral para ser debatida a situação da Cooperativa, pois afirmava ele na altura: “isto vai mal, não dá a receita para a despesa”.A Assembleia Geral realizou-se em Agosto e nela foi autorizada a Direção da Cooperativa a contrair um empréstimo de 93265 réis, para pagamento de uma letra. Na mesma assembleia são apontados vários problemas inerentes ao funcionamento da cooperativa: Desentendimentos entre as direções da Cooperativa e da Associação de Trabalhadores Rurais, o facto de os sócios não acorrerem a fazer compras porque a cooperativa não dava fiado, trabalhadores em excesso, e abusos nos preços e nas pesagens dos artigos. A 24 de setembro de 1914, cumprindo uma deliberação da Assembleia Geral que obrigava ao despedimento de um dos funcionários da Cooperativa, a direção vota por escrutínio secreto o despedimento do Sr. Luíz Esperança Baião Canudo, caixeiro, em detrimento do gerente o Sr. Vitalino José Durão Fialho. O Sr. Luíz Canudo continuaria no entanto a trabalhar por decisão da Direção e só a 27 de maio de 1915 é definitivamente despedido, devido à grande crise que a Cooperativa atravessava.A redução das despesas com o pessoal não seriam suficientes para resolver a crise económica vivida pela Cooperativa Rural e em outubro de 1916 esta é mesmo obrigada a liquidar todas as fazendas, passando a vender apenas géneros alimentícios. O preço a que são vendidas as fazendas é calculado em função da média de preços praticados antes da Grande Guerra e os preços que corriam na altura, ou seja em pleno Conflito Mundial. Todas as medidas tomadas seriam no entanto insuficientes para salvar a Cooperativa Rural pelo que, em Assembleia Extraordinária realizada a 13 de janeiro de 1919, deliberou-se pela sua liquidação. Com parte da verba apurada procedeu-se à devolução do dinheiro investido pelos sócios acionistas, e com a restante verba é adquirida em novembro de 1919 uma casa situada na rua do Segundo Arco do Castelo, para nela funcionar a sede da Associação dos Trabalhadores Rurais de Moura.

Arrangement

Sistema de organização orgânico-funcional e ordenação cronológica dentro das séries e sub-séries.

Other finding aid

- Quadro de classificação e inventário.- Pesquisa disponível no sitio Web do Arquivo Municipal de Moura e no Portal Português dos Arquivos.