Águas Minero-Medicinais e Estabelecimento Termal de Moura.

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Águas Minero-Medicinais e Estabelecimento Termal de Moura.

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Reference code

PT/AMMRA/CMMRA/Q-E

Title type

Atribuído

Production dates

1888  to  1999 

Dimension and support

1 cx. - papel

Extents

16 Maços
73 Folhas
1 Livros
2 Outros

Scope and content

Com a particularidade de nascerem dentro das muralhas do Castelo de Moura, a uma das cotas mais altas da localidade (182m.), as águas minero-medicinais de Moura são desde há muito tempo conhecidas pelas suas qualidades terapêuticas. A partir de meados do século XIX, foram publicados vários estudos que davam conta da composição química das águas do castelo de Moura, indicando-as para o tratamento de diversos males da bexiga e rins. A água, que até aí abastecia a população de Moura através dos fontenários da Santa Comba e Três Bicas, passou então a ser explorada como água minero-medicinal. Data de 1888 a primeira referência conhecida a um estabelecimento de banhos alimentado pelas nascentes do castelo. Alguns anos depois, em 1899, a Câmara Municipal de Moura celebraria uma escritura de adjudicação do exclusivo da exportação das águas minero-medicinais com Júlio Pereira e António de Assis Camillo. Pelo preço de 5 réis cada litro de água retirado das nascentes do Castelo, os concessionários ficavam com o exclusivo da exportação. No contrato constava ainda a obrigatoriedade de construírem um novo estabelecimento de banhos e um hotel em Moura. Em 1910 é assinado outro contrato de concessão por mais 27 anos, entre a Câmara e a firma de Assis & Companhia, mantendo no essencial as mesmas condições do contrato inicial. A exploração e engarrafamento da Água de Castelo manteve-se até ao ano de 1937 junto à Torre de Menagem, altura em que a empresa concessionária decidiu transferir a exploração para a zona dos Pisões, situada nas proximidades da localidade. A Câmara viu então reverter para a sua posse as oficinas de engarrafamento e o estabelecimento termal, situado à entrada do jardim público. Quanto às termas, seria a Câmara a explorar as mesmas durante várias décadas, ainda que de forma não muito consistente e com reduzidas valências. No que respeita à exportação das águas da Santa Comba e Três Bicas, foram feitas algumas tentativas de concessão das mesmas, mas sem sucesso. A presente subseção engloba documentação resultante do processo de exploração das águas minero-medicinais de Moura, nas suas duas vertentes: água de mesa e termal, englobando no essencial documentação relacionada com atribuição da exploração aos concessionários, bem como documentação resultante da exploração do estabelecimento termal pela Câmara Municipal de Moura.